Arquivos Mensais: abril 2012

2ª Etapa Cicuito das Praias 2012 – Vice-campeão!!!

No último domingo eu corri no Guarujá, pela 2ª etapa do Circuito das Praias. Correr em casa é sempre um prazer. Foi uma das corridas mais vitoriosas que eu tive até agora. Teve recorde pessoal, pódio, dilúvio e a derrota da dor. Essa história merece ser contada em detalhes.

A dor – Entrei 2012 focado e decidi que iria mergulhar de cabeça nos treinos para correr atrás de meus objetivos na corrida. Com isso, emagreci quase 10 kg desde o início do ano. Isso fez com que eu me sentisse mais leve e bem mais veloz nos treinamentos. Senti-me tão bem que não resisti: acelerei pra valer nos treinos. Com quilos a menos e corpo mais forte minha passada teve um ganho absurdo. Eu que mantinha 3′ 30” nos tiros de 1 km já estava mantendo uma média de 3′ 10” sem maiores dificuldades. Estava voando. Mas, infelizmente, meu tendão abriu o bico. Uma dor insuportável começou a tomar conta do meu pé direito a cada passada. E logo faltando tão pouco para o Circuito das praias.

Não posso falhar – Convencer meu amigo de treino, Anderson Clayton, a correr as duplas comigo foi um sacrifício. Mas ele acabou se empolgando com nossos treinos juntos e com o convívio com a equipe. Então… é claro que eu não poderia dar essa mancada agora. Iria correr mesmo que no sacrifício. Não poderia deixá-lo na mão depois de termos nos preparado por tanto tempo. Mas também não poderia correr meia-boca. A equipe também contava comigo e apostava alto nessa dupla que com certeza era uma das favoritas ao pódio. Então me chapei de Trilax (anti-inflamatório) e uma tonelada de emplastros e aerosol’s do tipo Salompas, Calminex, Cataflan, entre outros. E tome gelo todos os dias.

Palavra profética – Eu estava completamente perdido. Não sabia o que fazer. A dor aliviava mas não passava, pois eu não podia parar de treinar. Não era justo aquilo estar acontecendo comigo. Depois de tanto esforço! Orei a Deus e pedi uma solução para aquilo. Então, quando eu dava uma passada pelo Facebook, meu amigo, Zezinho Moraes, postou a Palavra que eu precisava: “Tu colherás o fruto de teu penoso trabalho. Te alegrarás! Te alegrarás!”. Glória a Deus! Tomei posse daquela palavra e parei de temer, pois sabia que o Senhor estaria comigo no dia da prova.

O dilúvio – No dia da prova senti muita falta do meu irmão Noé. Pois é… uma arca até que teria caído muito bem no domingo. Caiu a maior chuva. Creio que foi o maior temporal do ano. Não havia sequer 1 metro de areia na praia que desse para pisar sem afundar o pé. Olhando de cima mal dava para diferenciar o que era praia e o que era mar.

O atraso – Para completar a obra, o dirigente da equipe se atrasou muito. Chegou faltando menos de 10 minutos para começar a corrida e ainda tinha que entregar os kits de todos os mais de 50 atletas. Isso impediu que todos aquecessem. E correr nesse frio sem aquecimento é uma temeridade. Quase perdemos a largada. Mas até nisso Deus tinha um propósito, pois ao dar a minha primeira passada no trotezinho até a linha de largada percebi que a dor no tendão ainda estava bem presente. Ou seja, se eu tivesse tempo para aquecer com certeza ficaria mais de meia hora correndo (como de costume) e provavelmente pioraria a lesão. Deus sabe o que faz.

A prova – Dada a largada sai com o primeiro pelotão e me mantive nele por um bom tempo. Passei o 1º km com 2′ 58” e eu ainda estava inteiro. Segui no mesmo ritmo e passei o km 2 com 5′ 57”. Novo recorde na distância. Então veio a transição da areia da praia para a rua. vários metros de areia fofíssima em zig-zag. Foi uma parcial horrível! 4′ 32” e o km 3 em péssimos 10′ 29”. Por essa eu não esperava. Mas a subida para o asfalto fez os quadríceps perceberem que já não precisavam mais fazer tanta força pois os pés já não estavam afundando. Então pude voltar a acelerar. Impus boa velocidade e passei o km 4 com excelentes 13′ 44”. Recorde para a distância. Continuei seguindo forte e fechei os 5 km em 17′ 10”. Novo recorde e missão cumprida. Passei o bastão para o Anderson e mal podia pisar no chão depois disso. Foi uma vitória dolorosa. Mas eu enfim pude colher o fruto do meu penoso trabalho.
Quando meu parceiro assumiu eu havia entregue a ele em 2º lugar. E com a competência que já esperávamos dele, fechou sua parcial em 16′ 46” totalizando os 10 km em 33′ 56” e mantendo a segunda posição no pódio. Mais um troféu pra galeria. Glória a Deus!

Esse resultado mostra que valeu a pena todo o esforço e planejamento feito desde o início do ano. O trabalho de base bem feito e a aplicação nos treinos específicos estão gerando frutos agora. Quem me viu fazendo 5 km em quase 21 minutos na primeira prova do ano nem imaginava que aquilo era devido ao trabalho pesado de base que estava sendo feito e que a recompensa viria depois.
Segue abaixo minhas parciais na prova:

Ficamos a apenas 50 segundos da dupla campeã. Sinto que eu poderia ter ido melhor se não tivesse lesionado e se não tivesse vacilado tanto no terceiro km. Dava pra ter corrido na casa dos 16 minutos. Creio que vou melhorar muito ainda esse ano. Ainda conseguiremos pegar a primeira colocação e assumir a liderança do ranking. Continuaremos treinando forte para isso.

A despedida – Mais um amigo sai de cena: meu tênis de competição Olympikus Rio Marathon. Ele veio com a difícil missão de ser o sucessor do tênis que me acompanhou na realização do sonho dos 39′. Começou muito mal e eu pensei seriamente em substitui-lo. Mas no final do ano passado começou a reagir. Com ele quebrei quase todos os meus recordes. Desde os 300 metros até os 15 km, com exceção feita aos 6 km, todas as marcas caíram. Valeu, amigão! Obrigado pelo trabalho prestado. Agora ele vira tênis de academia antes de ganhar a aposentadoria e virar tênis de passeio. Gostei tanto que comprei outro tênis exatamente igual para substitui-lo. Esperemos que tenha o mesmo (ou até mais) sucesso que seu antecessor.

O sonho dos 35′ está mais perto agora. Para fazer 35′ nos 10 km era preciso primeiro correr os 5 km na casa dos 17 minutos. E eu consegui. Metade do caminho já foi andado. Vou em busca da outra metade.

Bom… agora terei que parar por uma semana. Preciso dar um tempo para meu tendão se recuperar. Tenho provas importantes daqui pra frente. O Campeonato Santista vai começar daqui a duas semanas e os 10 km Tribuna FM vêm ai. Preciso estar 100%. Detesto fazer isso mas é preciso. Preciso dar esse tempinho. Volto a treinar só no final de semana. Até lá só Bike e Musculação.

Volto com notícias. Rumo aos 35′!!!

Forte abraço a todos.

Minhas fotos

Todas as fotos

Resultados

Anúncios

3ª Etapa Circuito Riviera

Gostaria de dizer que não postei nada sobre essa corrida antes porque fiquei esperando a atualização do ranking. Mas se eu for esperar pela SOBLOCO eu tô perdido.

Depois de 6 semanas treinando pesado, chegou a hora de colocar em prática tudo que foi feito.
A 3ª etapa do Circuito Riviera foi realizada debaixo de muito calor e um sol de rachar. Estava muito quente. Além disso o nível estava fortíssimo! Veio gente de tudo quanto é canto do estado para correr essa prova, pois o Circuito vem ganhando notoriedade a cada etapa. Para se ter uma idéia de como o nível estava forte, Leonardo Magalhães Avelar, o atual líder do ranking e campeão das 2 primeiras etapas, nem ao menos conseguiu chegar no pódio dessa vez. E o seu Portela, que já sabemos que é uma fera das corridas, chegou em 12º lugar e nem sequer marcou pontos (só os 10 primeiros ganham pontuação no geral).
Em situações normais eu teria me dado muito mal nessa prova. Afinal de contas essa prova tinha tudo o que eu não gosto e não preciso: muito sol, muito calor, trechos de areia e nível muito alto. Dificilmente teria ficado entre os 20 primeiros. Mas esse período de treinamento me fez muito bem. Deu uma melhora significativa no meu desempenho. Por isso me sai muito bem. Fiquei em 8º lugar com 33’36” em um percurso de aproximadamente 8,5 km. E o legal foi que na praia, além de eu não perder nenhuma posição, ainda ganhei uma. Os longões com o pessoal da Equipe Superação estão fazendo efeito no meu desempenho na areia.

A próxima corrida será o Circuito das Praias, em 22/04. Correrei em dupla com meu amigo Anderson Clayton. Cada um correrá 5 km. É hora de voar! Se essa dorzinha no tendão passar (senti no treino da última terça-feira), tenho tudo para finalmente começar a colher os frutos de todo planejamento e dedicação nos treinamentos desde o início do ano.

Volto com notícias. Rumo aos 35′!!!

Forte abraço

Fotos

Vídeo da Chegada