Arquivos Mensais: outubro 2011

Beach Cross Peruíbe 2011 – Uma corrida pra esquecer!

Minha corrida desse último domingo foi um lixo. Acho que, depois do ótimo resultado na Meia Maratona de Praia Grande, eu acabei subestimando os 20 km da prova de Peruíbe. Mas isso foi apenas mentalmente, pois fisicamente fiz tudo certo. Passei bem devagar os primeiros 10 km com 45′. E eu já tinha passado com 44′ na Meia da Tribuna sem esforço nenhum. Então eu estava até lento para uma prova de 20 km. Mas a partir dos 12 km meu corpo já começou a pedir arrego. Não sei o que aconteceu. O fato é que meu ritmo foi caindo… caindo… caindo… até que teve um km que eu cheguei a correr em 7 minutos. Cara… nem andando eu faço tão lento! Mas enfim… fiz os últimos 10 km em ridículos 55′. Terminei em 1: 40′ 30” a 12 segundos do 5º colocado e do pódio, terminando em 6º lugar na minha categoria. Uma bosta mesmo! E pensar que na Meia da Tribuna eu passei os 20 km com 1: 32′. Não era o meu dia mesmo. Vou esquecer essa corrida e virar essa página.

Essa prova marcou a despedida de um grande amigo: meu tênis Mizuno Wave Precision 11. Com ele eu consegui excelentes resultados. Baixei 9 minutos na Meia Maratona, 7 Minutos nos 15 km, 1 minuto e meio nos 5 km e 2 minutos e meio nos 10 km. Com a ajuda dele, finalmente consegui realizar meu sonho de correr os 10 km na casa dos 39 minutos. Ele vai deixar saudades, mas chegou a hora de seu merecido descanso, pois já trabalhou demais rodando mais de 1500 kilômetros entre treinos e competições. Agora ele fica um tempinho nos treinos leves até chegar á aposentadoria definitiva e se tornar um tênis de passeio. Valeu pela força, amigão!

Agora entra em cena um novo modelo. Mais barato (apenas R$ 199,00), o Olympikus Rio é muito leve, tem apenas 240 gramas é indicado para pisada neutra. Vamos torcer para que ele traga tantas alegrias quanto o seu antecessor.

Essa corrida também marcou meu ingresso na minha nova equipe de corrida: a “Superação Assessoria Esportiva”. Com o apoio/patrocínio deles terei mais suporte para disputar as corridas a partir de agora.

O próximo desafio será a Corrida do SESC em Bertioga. Volto com notícias. Forte abraço a todos!

Fotos by COSTAMA (http://www.costama.com.br)

Anúncios

5ª Etapa Campeonato Santista

Tive outra semana bastante turbulenta por causa da minha mudança para meu novo apartamento. Passei a sexta-feira carregando geladeira, máquina de lavar, fogão, e outros pesos escada a cima. Terminei o dia como se estive seriamente lesionado. Minha panturilha dava claros sinais de um possível estiramento. E o trabalho continuou no sábado, apesar de minha esposa ter tentado me poupar um pouco para minimizar o prejuízo na corrida.
Pra completar, o portão para a já tradicional passagem de marcação de chip no tapete foi aberto uns 15 minutos antes da largada. Com isso, as também tradicionais velhinhas acompanhadas de seus companheiros barrigas de chop correram na frente e dali não sairam até a hora da largada. Dá a impressão de que eles fazem isso de propósito só para atrapalhar a corrida, pois todos chegam com quase uma hora e meia de prova. Desculpem o desabafo, mas eu já estou de saco cheio dessa situação! Qual é a dificuldade de se mancar? Não tenho absolutamente nada contra quem quer correr só pra se divertir, ou para rever os amigos, ou para manter a saúde em dia, ou simplesmente gostam de correr devagar. Nada contra mesmo… de coração. Mas, poxa vida, ponham a mão na consciência e fiquem lá atrás. Lembrem-se de que há muita gente ali que treina o ano todo para fazer um bom resultado. Pessoal, cada um no seu quadrado, por favor!
Como se tudo isso não bastasse, essa prova do SESC tem um apelo popular muito grande e um protecionismo exagerado aos corredores comerciários. A prova estava marcada para 8:30 h. A maioria já estava queimando debaixo do sol de rachar desde 8:15 h na linha de largada. Mas às 8:40 h ainda tinha corredor comerciário chegando e, sem nenhuma pressa, paravam para tirar fotos antes de entrar na fila para retirar o chip. Bando de folgados! Uma completa falta de respeito! A largada foi dada com 20 minutos de atraso por causa disso.
É claro que, depois de tudo isso, eu não tinha como fazer uma boa prova já que, conforme eu comentei, perdi muito tempo na largada saindo bem atrás. Só fui conseguir correr em ritmo forte depois que me livrei dos retardatários (velhinhas e gordinhos com barrigas de chop). Isso só aconteceu depois do fim do primeiro km. Passei lento como uma tartaruga. Afinal, eu não poderia passar por cima das outras tartarugas, não é?!
No final, até que terminar com 40′ 58” no bruto e com um tempo líquido de 40′ 49” não foi de todo mau.

O próximo desafio é a última etapa do Beach Cross, em Peruíbe. Provinha light de 20 km. Espero estar melhor preparado e ter menos percausos dessa vez.

Volto com notícias. Forte abraço a todos!

Resultados

Fotos

7ª Etapa Circuito Riviera – Corrida na lama

Não fui tão bem quanto eu gostaria, mas também não dá pra dizer que fui mal na 7ª Etapa do Circuito Riviera. Tive uma semana extremamente turbulenta com funk na casa do vizinho até altas horas da madrugada, briga em festa de família, problemas com o meu inquilino, festa de aniversário do meu sobrinho, mudança para o horário de verão, etc.. Portanto, eu já estava preparado para um mau resultado.
Pra completar a obra, no dia da corrida caiu uma tempestade torrencial. Com isso, corremos boa parte da prova na lama, já que algumas ruas eram de terra. A cada passada, o pé afundava inteirinho na lama e no barro. Chegava até a parte superior da canela em alguns trechos. Isso sem falar que, como a maré estava cheia, só restou a areia fofa para correr no trecho de praia. Fofa e grudenta já que também estava totalmente enxarcada.
Terminei o percurso de 7 km em 6º lugar no geral com o tempo de 28′ 17”. Horrível! Mas correr a 4 minutos por kilômetro nessas condições até que não foi de todo mal.
Com isso, marquei mais 17 pontos chegando a 95 pontos no circuito. Passei da 6ª para a 4ª posição no geral a apenas 5 pontos do 3º colocado e faltando apenas uma etapa para o fim do campeonato. A situação é simples: se eu correr bem a última etapa, fico com o 3º lugar no geral. Se correr mal, terei que me contentar com o título de campeão da minha categoria M3039. Isso também não é nada mau, pois era meu objetivo no início do ano, quando eu nem imaginava que chegaria a disputar classificação no geral.
Gostaria de parabenizar o seu Portela. O coroa está correndo muito. Com o 4º lugar nessa etapa, disparou na vice-liderança do campeonato e já nem pensa no título de sua categoria M4049. Já está com o vice praticamente garantido.

O próximo desafio é a 5ª etapa do Campeonato Santista. Espero ter uma semana mais tranquila. O que vai ser difícil, pois, ao que tudo indica, vou finalmente me mudar para a minha casa. Que Deus me ajude a chegar inteiro na prova.

Veja as fotos da corrida

Abraços!!!

Sub-40: A queda de uma barreira psicológica

Correr 10 kilômetros abaixo de 40 minutos é um objetivo para alguns e uma utopia para a maioria dos corredores de rua. Por isso é uma honra conseguir entrar para esse seleto grupo dos trinta e poucos.
Conseguir êxito nessa empreitada não foi tarefa fácil. Foi um objetivo traçado em abril de 2009, com o convite (na verdade um desafio) feito por um “colega” de trabalho. Foi quando eu decidi correr os 10 km da Tribuna FM; a prova mais tradicional do litoral paulista. Na época a febre na empresa seria ver quem conseguiria correr abaixo de 50 minutos. Mas eu logo vi que poderia fazer melhor que isso.

Antes da Corrida

Antes da Corrida

De lá pra cá foram perdidos 30 kilos. Pois é… eu pesava 106 kg e, já no final de 2009, estava pesando apenas 76 kg. E não fiquei só na perda de peso. Meu corpo mudou radicalmente. Perdi muita gordura e ganhei muita massa muscular. Quem me via antes disso, dificilmente acreditaria que aquela almôndega poderia se transformar em um corredor.
E, com isso, eu acabei me apaixonando pela corrida. Larguei o Jiu-jitsu e o Futebol; dois esportes que eu amava muito, mas que me prejudicavam muito na corrida. Passei a dormir cedo (bem cedo), acordar cedo (bem cedo também) e a comer melhor. Imagina só… hoje como até salada. Isso era algo impensável até os meus 29 anos de vida.
Quase tudo na minha vida passou a estar condicionado à corrida: passeios, festas, comida, bebida (refrigerante só domingo) e até meu trabalho, pois sempre que tenho que escolher um novo emprego, presto bem atenção ao horário de trabalho para que não inviabilize meus treinos.
Desde que comecei, troquei de emprego 2 vezes, fiz muitos amigos, alguns inimigos, contrai inveja de uns, admiração de outros, melhorei minha condição física e cardiovascular, também contrai várias lesões (com o passar do tempo e o costume ao treino, isso parou), tive outro filho, ou melhor, uma filha (linda por sinal), troquei de casa, comprei minha casa própria, enfim… aconteceu um milhão de coisas até eu finalmente conseguir alcançar esse objetivo.

Antes da Corrida

Antes da Corrida

Depois disso, venho percebendo que o meu êxito serviu como exemplo para algumas pessoas também traçarem metas e correrem atrás de seus objetivos. Fico muito feliz com isso, pois muita gente não acreditava que eu conseguiria. Afinal de contas, na minha primeira corrida, em maio de 2009, eu completei os 10 km acima de 51 minutos quase morrendo e com um palmo de língua pra fora. Quem iria acreditar que eu conseguiria? Talvez essas pessoas também passem por essa mesma situação. Talvez as críticas e as dúvidas dos outros as tenham desencorajado a lutar para alcançar seus sonhos. E eu fico muito lisonjeado por mostrar a elas que, quando uma pessoa tem fé em Deus e em si mesma, nada é capaz de detê-la.
Mas… e agora… qual será o próximo desafio? Bom… muita gente tem me perguntado isso. A pressão é grande. Tanto dos meus amigos que querem me incentivar a ir ainda mais longe, quando de mim mesmo. Afinal, a vida deve seguir esse círculo vicioso onde a realização de um sonho coincide com o início de um novo projeto. Na verdade, eu já estou trabalhando para baixar essa marca (39′ 05”). Depois de uma semanazinha ruim de treinos em virtude da “ressaca” eufórica pela conquista, essa semana eu já comecei bem os treinos fortes. Na verdade, os treinos já estão mais fortes do que antes. Vou com tudo pra cima das próximas competições. Mas creio que ainda seja um pouco cedo para traçar uma nova meta. O número 35 me atrai bastante. Mas, pasmem, o 29 também.

Depois da corrida

Depois da corrida

Pois é… talvez eu seja meio maluco. Mas acho que tudo é possível ao que crê. Mas eu ainda quero ver como eu vou me sair nas próximas competições antes de fixar um novo número na cabeça. O número 39 me deixou neurótico por 2 anos e meio. Quero curtir bem ele antes de substitui-lo. Ainda estou pensando o que fazer. Talvez eu mande essa história para que seja contada em algum programa ou revista de corrida, ou até mesmo escreva um livro sobre o assunto, pois o tema é bem atraente e tenho certeza que muitos corredores se identificariam com a história.
Ainda não sei o que fazer. Mas com certeza um novo número virá. Um novo desafio surgirá e novas aventuras estão por vir.

Que Deus abençoe a todos! Até o próximo desafio!!!