Arquivos Mensais: setembro 2011

39′ 05” – Sonho realizado!!!

“Glória a Deus!”. Foi esse o grito de desabafo que eu soltei quando cruzei a linha de chegada nos 10 km Tia Jô. Consegui, galera! Consegui!!! Finalmente consegui realizar meu maior sonho dos últimos 2 anos e meio: correr 10 km em menos de 40 minutos. Vou contar como foi aquele que será lembrado para sempre como um dos dias mais marcantes e felizes da minha vida.

O registro de um grande feito

O registro de um grande feito

A previsão para esse final de semana era de chuva. Mas, estranhamente, um sol de rachar assolou o litoral paulista na manhã deste domingo. Cheguei em Cubatão para a corrida mais tradicional da Cidade: os 10 km Tia Jô. Eu não estava muito confiante, pois eu não tinha ido bem no longão do último domingo. Isso me deixou muito chateado e me abateu durante toda a semana. Mas não o suficiente para estragar meus treinos. Voei nos treinos de tiros de terça e quinta. Na terça, fiz os tiros de 1 km na casa de 3′ 10” e fechei com 3′ 06”. Na quinta, corri os tiros de 300 m com média de quase 27 km/h. Muito bons. Isso fez com que eu tivesse a certeza de que o mau desempenho no treino de domingo fora apenas em virtude do cansaço devido às sequências de competições semanalmente ininterrúptas. Sem falar que uma dessas competições fora simplesmente uma meia maratona. Mesmo sabendo disso, não fui dormir muito confiante. Isso fez com que eu tirasse de mim aquela pressão característica que vem sempre na véspera de uma prova. Afinal, se eu estava mal, eu aceitaria qualquer resultado que viesse sem reclamar. Com isso, fui dormir tranquilo. Peguei no sono facilmente. Como se eu tivesse esquecido que tinha corrida no outro dia. Acordei na maior “nhaca”. Minha vontade era ficar na cama e só levantar meio-dia. Mas fiz o que deveria fazer: levantei às 6:00 h e fui pra corrida (ainda bem, rsrs).

Agora é só comemorar!

Agora é só comemorar!

Quando dei início ao aquecimento, em Cubatão, já comecei a me preparar para o sofrimento que seria correr debaixo daquele solão. E então… as coisas começaram a mudar. O locutor chamou os atletas para alinharem para a largada. Momentos antes da partida, o tempo fechou em questão de segundos. O céu se encheu de nuvens, o calor deu lugar ao frio e caiu o maior pé-dágua. Como se Deus dissesse: “Kleber, esse é a minha colaboração com você. Agora, faça a sua parte!”. Isso mudou meu humor drasticamente. A desconfiança deu lugar à certeza. A “nhaca” deu lugar à disposição. E eu me senti pronto.

Foi dada a largada. Sai bem tranquilo. Forte, mas tranquilo. Não fiz nenhuma questão de liderar o início da prova como fizera nas outras competições. Para a minha surpresa, só tinha marcação de kilometragem a cada 2,5 km. Os 5 primeiros km tinham algumas subidas. Nada demais. Foi bom para quebrar o ritmo. Passei os primeiros 2,5 km com 9′ 08”. Nada de extraordinário, mas eu ainda estava completamente inteiro. Aquele clima chuvoso me lembrou muito a última prova do campeonato santista de pedestrianismo que aconteceu na Zona Noroeste de Santos. Então pensei na decepção que foi aquela prova. Tratei rapidamente de repreender esse pensamento maligno e voltei a correr forte. Passei nos 5 km com 18′ 37”. Simplesmente igual à minha melhor marca nos 5 km feita no Circuito das Praias em Riviera. Eu estava bem. Lá pelo km 7 comecei a sentir um pouco o cansaço. Então percebi que meu ritmo caiu um pouco. Não fiz nenhuma força para voltar ao ritmo forte. Adotei a tática de deixar um pouco de força para os últimos km. Passei os 7,5 km com 28′ 56”. Tive então a certeza de que eu estava em um dia bom. Eu estava com uma boa folga. Tinha 11 minutos para correr 2,5 km. Isso me alegrou bastante. Essa alegria fez com que eu acelerace e eu corri bem abaixo disso. Fiz os últimos 2,5 km em 10′ 09”. Terminei essa prova fantástica em 39′ 05”. Não aguentei e soltei um grito: “Glória a Deus!”. Depois da chegada, ajoelhei e orei a Deus em agradecimento, pois Ele me dera forças e motivação durante 2 anos e meio para finalmente conseguir alcançar esse objetivo que, durante esse trajeto, se transformou em um sonho.

Pois é galera… eu consegui. Para aqueles que duvidaram e caçoaram de mim durante esse tempo dizendo que eu nunca conseguiria, engulam a seco a minha vitória! Pra vocês, fica uma lição: nunca duvidem do que eu sou capaz.

Mas para aqueles que torceram por mim e, durante esse tempo, sempre me deram força, meu muito obrigado. Agradeço muito a todos os meus amigos que me apoiaram. Não vou falar nomes aqui para não cometer a injustiça de esquecer de alguém. Agradeço ao Deus todo poderoso que me deu forças e coragem para enfrentar todas as adversidades e acordar motivado todos os dias às 5 horas da manhã para treinar no frio, no calor, na chuva, no sol, e em qualquer condição climática, financeira, profissional, matrimonial e mesmo espiritual que eu estivesse vivendo. E meu agradecimento especial vai para um grupo de pessoas que Deus colocou na minha vida como canal de bênção para me dar forças: a minha família. Meu filhão, Kleber II, e minha princesinha, Júlia, que muitas vezes tiveram que entender que o pai não poderia brincar com eles naquele momento pois, ou tinha que treinar, ou tinha uma prova importante no outro dia. E principalmente agradeço a minha esposa. Essa mulher valorosa “cujo valor excede ao dos rubis”. Ela que sempre me apoiou lavando minhas roupas sujas de corrida, aguentando meu mau humor depois de um mau treino ou má prova, me acompanhando sempre que pôde nas competições, entendendo que eu teria que privá-la de alguns passeios e festas para me dedicar aos treinos e me dando todo suporte que um homem ou um atleta precisa para ter sucesso. Esse mesmo sucesso que tive nessa empreitada, tenho tido em todas as áreas da minha vida. Pois, por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher. A essa grande mulher que Deus me concedeu, meu muito obrigado.

É isso ai pessoal… consegui. Hoje é dia 25 de setembro de 2011. Mas podem chamar de “dia 39”.

Até o próximo desafio. Abraços!!!

Fotos da Corrida 10 km Tia Jô

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Circuito Riviera – 6ª etapa

Fui muito mal na 6ª etapa do Circuito Riviera. Eu até estava bem preparado, mas um imprevisto durante a prova acabou com todas as minhas chances. No final do km 3 eu e o seu Portela estávamos em 4º e 5º lugares respectivamente. Apenas 50 metros atrás do bloco com os 3 primeiros colocados. Foi quando eles viraram à esquerda bem a nossa frente e logo depois viraram à direita para seguir em direção à praia. E o pior é que os batedores foram junto. Nós, que vínhamos logo atrás, viramos à esquerda e não havia ninguém do staff para nos sinalizar que deveríamos virar à direita logo depois. Passamos direto. Apenas mais adiante, quase 1 km depois, veio uma viatura e nos avisou do equívoco. Tivemos que voltar. Resultado: 1,5 km de prejuízo. A prova que era pra ter 10 km teve 11,5 km. Fechei em 43′ 35”.

Quando voltamos ao percurso tinha uns 30 corredores na nossa frente. Cair de 4º para 30º me abateu muito. Desânimo total. O pior é que o seu Portela, que já estava correndo muito, não desanimou. Seguiu passando todo mundo e chegou em 4º lugar. Eu também fiz uma prova de recuperação. Porém xingava cada ser vivo que passasse na minha frente. Estava morrendo de raiva e muito chateado. Cheguei em 7º.

Com isso o seu Portela disparou na minha frente no campeonato. Fez 30 pontos e eu só fiz 11. A vantagem que era de 25 pontos subiu para 44. Agora ficou quase impossível ficar entre os 3 primeiros no geral. Resta me contentar com o título da categoria M3039, pois ainda estou na liderança e dificilmente vou perdê-la. Não deixa de ser um resultado muito bom, mas sei que poderia ter feito mais.

Segue abaixo os vídeos da largada e chegada.

 

Agora restam apenas mais duas etapas.

Volto agora ao sonho dos 39′. A próxima tentativa será nos 10 km Tia Jô, dia 25/09. É a prova mais tradicional de Cubatão.

Forte abraço a todos! Rumo aos 39′!!!

Meia Maratona A Tribuna Praia Grande 2011

Todo mês de setembro eu participo da Meia Maratona A Tribuna Praia Grande. É o teste anual de resistência. Serve para verificar a quantas andam os benefícios do meu treinamento. É uma prova de fogo. Não se ve muitos dos corredores que vemos corriqueiramente nas provas tradicionais da Baixada Santista. Afinal, não é uma prova de 5 ou 10 km. É uma meia maratona. É onde são separados os homens dos meninos. E o pior é que o clima em Praia Grande nessa época do ano é horrível. Um sol de rachar. Ou seja, não é pra qualquer um.
Esse ano não foi diferente; participei da meia de Praia Grande 2011 hoje. Estava com boas espectativas, pois eu tinha certeza da grande melhora que o treinamento do último ano me trouxe. E este ano teve uma novidade: o percurso mudou e a volta era cheia de subidas e descidas. Mas pra mim foi até bom, pois o sol estava nas costas e não na testa como nos outros anos. Além disso, as subidas e descidas davam uma certa quebrada no ritmo pragmático de uma prova longa.
Minha estratégia era simples: sair bem leve e deixar o corpo acelerar sozinho com o passar da prova. Foi o que eu fiz. Assim que foi dada a largada eu sai bem lento. Era um trotezinho. Eu só não sabia que meu trote estava tão rápido. Quando passei na placa do km 1, olhei no relógio pronto para ver algo em torno de 5 min. Mas aquele ritmo sem nenhum esforço me surpreendeu. Olhei no relógio e o cronômetro marcava incríveis 4′ 17”. Muito bom para quem estava apenas trotando. Então eu pensei: “Ótimo. Vou manter esse ritmozinho xexelento até o final.”. Continuei nessa mesma toada e passei o segundo km com 4′ 25”. E fui assim até o km 10. Um ritmo irritantemente constante. Teve um 4′ 23” e um 4′ 27”. Mas foram quase todos os km cumpridos em 4′ 25”. Fechei os primeiros 10 km com 44′ 17”. Média de (adivinha) 4′ 25”.
Dai pra frente o cansaço começou a querer dar sinal de vida. O trote já não era mais capaz de manter aquele ritmo. Então tive que aumentar um pouquinho o esforço para me manter naquela toada. Mas lá para o 13º km eu percebi que era melhor segurar um pouco o ritmo para não quebrar no final. Deixei as parciais aumentarem um pouco. Só voltei a acelerar um pouquinho nos últimos 2 km. Mas eu já estava bem cansado.
No final, fechei a prova muito bem. Tempo de 1: 37′ 24”. 9 minutos abaixo do tempo do ano passado que já era 13 minutos mais baixo que o ano retrasado. Isso resulta em uma excelente melhora de 22 minutos em 2 anos. Muito bom mesmo.
Abaixo vocês podem ver como foram as parciais da prova.

 

Agora o foco volta para os 39′. Minha próxima prova de 10 km é os 10 km Tia Jô. Vou com tudo. Treino e força de vontade não vão faltar. Se Deus quiser, vou conseguir.

Rumo aos 39′!!!

Forte abraço a todos!

 

Veja as Fotos da Corrida