Arquivos Mensais: julho 2011

5ª etapa Circuito Riviera – 5º lugar no geral

Não fui muito bem na 5ª etapa do circuito Riviera. Eu tinha tudo para conseguir ficar entre os 3 primeiros e subir ao pódio. Mas acabei em 5º lugar no geral e vice-campeão na categoria.
Lembram do seu Portela, de quem eu finalmente conseguira ganhar na última etapa? Pois bem… não só perdi pra ele como fiquei 2 posições atrás. Vou contar como foi.
Quando foi dada a largada, eu sai tranquilo em 4º lugar. Fiquei pouco tempo nessa posição. Logo passei um e ganhei a 3ª posição. Mantive esse ritmo por um bom tempo. Estava bem… muito bem. Passei o primeiro km com 3′ 30” e fiz o segundo km para incríveis 3′ 25” completando 2 kilômetros em inéditos 6′ 55”. Eu estava voando e me sentindo muito bem. Mas no fim do terceiro km eu comecei a ouvir passos atrás de mim. Não deu outra; dei uma olhadinha de rabo de olho e vi que era o seu Portela. Então pensei: “vou fazer como na etapa passada… deixarei ele passar, colarei atrás e retomarei a posição quando chegarmos na praia”. Só teve um problema: eu esqueci de combinar isso com ele. Passou por mim como uma bala. Parecia que eu estava parado. Passou de passagem. Só faltou dar tchauzinho. Abriu. Foi embora. E levou com ele  meu troféu e meu lugar no pódio.
Aquilo me abateu bastante. Mas mesmo assim, eu consegui aumentar o ritmo e acompanhá-lo até o meio do percurso na praia. Foi quando apareceu um outro cara não sei de onde e me passou. Eu até tinha achado que ele havia cortado caminho ou estava inscrito entre os caminhantes. Mas o fato é que ele me passou e me tirou toda a atenção. Passei a me preocupar em não deixar ele escapar muito. Com isso, o seu Portela foi abrindo cada vez mais e conseguiu seu primeiro pódio. Parabéns pra ele, pois já vinha tentando isso há alguns anos. Tenho que reconhecer: ele correu muito e mereceu.
Quanto a mim, ver o seu Portela sumir na neblina me abateu muito e isso fez com que eu nem ao menos conseguisse reassumir a 4ª posição. Cheguei em 5º lugar. Fiz 34′ 34” em um percurso de aproximadamente 8,4 km. Péssimo!
Esse mau rendimento tem várias explicações. Pra começar, eu estou em uma fase de treinos muito pesados e volumosos. Essa semana, por exemplo, foi a semana mais forte desse ciclo de treinamentos. Pra piorar, a prova foi no sábado, fazendo com que eu tivesse menos de 48 horas de descanso em relação ao último treino que foi fortíssimo. Ou seja, eu estou realmente muito cansado.
Além disso, eu tive uma terrível surpresa na noite anterior: uma fortíssima assadura assolou minhas duas axilas. Eu mal consegui dormir de tanta dor e mal conseguia abaixar o braço. Tive que correr com uma camiseta de manga. E isso é algo com que eu não estou acostumado. Incomodou-me demais essa situação. Por tudo isso, até que o resultado não foi tão mau.

Para participar da prova de Riviera, deixei de correr as 10 milhas do Guarujá, organizada pela TH5 eventos. Para minha desagradável surpresa, ao ver o resultado percebi que a prova foi muito fácil. Se eu tivesse corrido e feito o mesmo tempo que fiz no treino da semana retrasada (1:10′) eu teria sido vice-campeão da minha categoria e estaria com mais um troféu na prateleira. E olha que eu nem me esforcei muito para fazer esse tempo. Se eu tivesse forçado um pouquinho mais, talvez tivesse ido até melhor.

Bom… agora não adianta mais chorar o leite derramado. Quanto à Riviera, a revanche já tem data marcada. A 6ª etapa será no dia 11 de setembro. Terei minha vingança. Irei à forra. Podem esperar. Volto com notícias.

Quem quiser ver as fotos da corrida, segue o link abaixo:

https://picasaweb.google.com/107917182090363210172/5EtapaCircuitoRiviera2011#

Rumo aos 39′!!!

Abraços

Vejam o vídeo feito pelo pessoal do site Costa da Mata Atlântica (www.costama.com.br) durante o trecho de corrida na praia.

Jovem Pan Night Run – Quase lá!

Não fui tão bem quanto eu esperava na prova da Jovem Pan. O circuito foi, na minha opinião, muito mal planejado. Logo no início, tinha uns 700 metros de zig-zag na areia fofa. Mas fofa mesmo! O tênis chegava a se enterrar todo na areia. Um absurdo! Um desrespeito com os atletas que treinam forte e se preparam muito para a prova. Desde o campeão até o último colocado, todos ficaram exaustos… esbaforidos… logo no primeiro kilômetro por causa disso. Tanto que passei o 2º km com lentíssimos 8′ 12”. Fui me recuperando no restante da prova. Passei o 3º km com 12′ 13”, o 4º com 16′ 21” e terminei a primeira metade da prova com 20′ 33”. Um lixo! Tudo graças àquela porcaria daquele trecho de areia fofa no início da prova. Tá pensando que é desculpa esfarrapada?! Não é não! Basta ver a minha volta como foi. Fiz meu primeiro split negativo em uma prova de 10 km. A segunda metade da prova foi cumprida em 19′ 44”. Essa volta impressionantemente forte salvou a noite, pois mesmo com todos os percalços, consegui baixar meu melhor tempo em 40 segundos. Terminei a prova com um tempo líquido de 40′ 17”. Novo recorde pessoal. Porém, uma performance bem abaixo do que eu esperava.
Depois de 3 semanas voando nos treinos, eu realmente achava que baixaria de 40 minutos dessa vez. Cheguei até a imaginar algo em torno de 38 baixo. Eu já estava até ensaiando a festa… a comemoração. Mas não deu. A areia fofa… ahhh, aquela areia fofa!
Mas tudo bem; pelo menos baixei meu tempo e estou a menos de 20 segundos do tão sonhado 39′. Vou treinar mais ainda e vou conseguir.

Até a próxima. Rumo aos 39′!!!

(Para quem quiser ver as fotos da corrida, segue o link https://picasaweb.google.com/107917182090363210172/JovemPanNightRun2011# )

Um corredor melhor

Há dois anos venho perseguindo o sonho de correr 10 km em menos de 40 minutos. Quando essa jornada se iniciou, eu fazia 51′. Foi nos 10 km da Tribuna FM 2009. De lá pra cá meu corpo e minha mente mudaram muito. Pra começar, logo de cara perdi quase 30 kg. Fiz uma reeducação alimentar que sigo até hoje. Passei a treinar quase todos os dias e mudei totalmente a minha rotina de trabalho, alimentar, familiar e social. A corrida mudou tudo na minha vida.
Mas mesmo com todas essas mudanças, eu, entre os anos de 2009 e 2010, vinha amargando uma aparentemente definitiva estagnação. Eu não estava conseguindo baixar de 47′ de jeito nenhum. Por mais que eu treinasse, simplesmente fraquejava. Eu seguia voando nos treinos. Mas nada adiantava.
Tudo começou a mudar quando eu comecei a olhar os treinos de maneira constante ao invés de olhar para os picos de velocidade. Os treinos de tiros de 1 km (por exemplo) deixaram de ser 1 tiro totalmente afoito de 3′ 15” e outros 7 lutando para correr abaixo de 4′. Agora são tiros em ritmos constantes ou progressivos na casa dos 3′ 30” com um tiro mais forte no último. Os longões deixaram de ser longos passeios dominicais de 30 km para se tornar um tiro forte de 15… 16… ou até 18 km em ritmo progressivo. As provas deixaram de ser 1 km para 3′ 20” e os outros 9 km acima de 5′. Agora passo com 3′ 45” o primeiro km e mantenho entre 3′ 50” e 4′ 20” (no máximo) no resto da prova.

Além disso dois grandes fantasmas foram expulsos da minha vida: a insônia pré-prova e as lesões. Já consigo dormir tranquilamente na véspera da prova por mais importante que ela seja. Quanto ás lesões, nessa época do ano em 2010 eu já tinha contraído 3. Esse ano não tive nenhuma. Pela primeira vez consegui chegar ao final da minha planilha sem nenhum tipo de lesão.

É incrível como o meu corpo aprendeu a se recuperar do esforço rapidamente. Sinto que novas fibras foram recrutadas e que consigo fazer movimentos de esforço por muito mais tempo. As provas, que faziam com que eu ficasse alguns dias me sentindo um trapo, já não têm um efeito tão devastador. Corro de manhã e à tarde já estou pronto pra outra. Faço os treinos de VO² e saio absolutamente inteiro. Já me sinto totalmente recuperado logo após o banho. Ou seja, meu corpo já se adaptou totalmente à corrida.
Enfim… hoje me considero um corredor muito melhor e mais maduro.
Na última prova de 10 km fiz 40′ 57”. Isso me deixou ainda mais perto do meu sonho. E eu venho melhorando ainda mais nos treinos depois disso. Sinto que finalmente estou preparado para atingir meu objetivo. Não desisti até agora e não vou desistir jamais. O número 39 não sai da minha cabeça. Vou com tudo e, tenho certeza, vou conseguir.

Abraços! Rumo aos 39′!!!