Arquivos Mensais: dezembro 2010

Corrida Internacional de São Silvestre – Adeus 2010!!!

Homenagem à esposa

Homenagem à esposa

Participei, pela primeira vez, da Corrida da São Silvestre. A estrutura montada para os atletas que esperavam pela largada só merece uma expressão: “uma bosta”! Além de receber a medalha da prova sem nem mesmo saber se a terminaria, é terrível o sacrifício para se fazer um simples “xixizinho”. Quem chega do lado oposto tem que atravessar quase toda a estrutura da Paulista, achar uma estação de metrô e implorar por informações vindas de qualquer pessoa que já tenha passado por esse “perrengue”, pois é praticamente impossível encontrar alguém da organização. Tem muita sorte quem encontra algum policial militar que sabe alguma coisa sobre as localizações básicas da corrida.
Quando finalmente consegui encontrar um banheiro químico começou outra luta: “encontrar o guarda volumes”. Depois de perguntar pra várias pessoas, um policial conseguiu me informar o local. Era do outro lado do mundo. O pior e mais ridículo de tudo é que, depois de deixar a mochila no caminhão, tive que voltar tudo de novo para chegar no local da largada. Local que já estava absolutamente lotado 45 minutos antes do horário. Um inferno! Os corredores ficam misturados com pessoas que não têm nada a ver com a corrida. São curiosos, repórteres, parentes e amigos de corredores. O número absurdo de corredores (23.000 pessoas) chega a dobrar somando-se essas pessoas que nem deveriam estar ali tumultuando tudo.
E tudo isso soma-se ao fato de estar longe da família no último dia do ano sabendo que, daqui a pouco, tempo teria que enfrentar o maior trânsito para voltar pra casa.
Lendo esse meu terrível relato, você deve estar se perguntando: “será que eu teria a capacidade de participar dessa prova denovo no ano que vem?”. A resposta é simples: “Claro! Com certeza!!!”.
Depois que a corrida começa, só há uma palavra para descrevê-la: “emocionante”. Os corredores esperam aproximadamente 10 minutos em média para conseguir passar pelo tapete de largada. Mas todos partem com uma alegria imensa. Contagiante. Além disso, a cidade inteira participa da prova com muita euforia e disposição. Durante absolutamente todos os 15 km de prova, toda a população fica nas calçadas incentivando e procurando ajudar os corredores da maneira que puderem. Alguns moradores jogam água das mangueiras para aliviar o calor, outros jogam frutas, outros apenas gritam mensagens positivas e os atletas, por sua vez, respondem dizendo coisas como: “feliz ano novo!!!”. E o público responde como se fôssemos líderes de uma imensa torcida. É realmente contagiante!
Com isso a prova se torna leve e fácil. Somos contagiados pela emoção da população e por um sentimento de alívio. É algo difícil de se explicar com palavras. Só quem é corredor sabe do que eu estou falando. Todo aquele ambiente trás uma espécie de sensaçao de dever cumprido. É como se, na medida em que a prova vai passando, estivéssemos extravazando tudo o que nos aconteceu durante o ano. Uma sensação de euforia realmente difícil de explicar. Tanto que, quando me dei conta, eu já estava na metade da tão temida subida da Av. Brigadeiro e nem tinha percebido. Só soube porque vi escrito na placa.
Ao entrar na Paulista e avistar a chegada, a emoção é simplesmente incrível. O público nos saúda como se estivéssemos chegando em primeiro lugar. Acabou. Missão cumprida. O tempo era o que menos importava, pois, apesar de ter corrido muito bem, toda essa multidão e milhares de retardatários extremamente lentos tornaram impossíveis qualquer pretensão de recorde pessoal. 1:14′ 35” de prova e eu ainda lembrei de fazer mais uma homenagem à minha maravilhosa esposa nas câmeras da Webrun. Mandei uma mensagem de amor pra ela. Depois vou baixar no site.
Com tudo isso, é claro que fica uma certeza: “quero participar novamente no ano que vem”. Se a encrenca não for muito grande em casa e eu conseguir convencer a “mulé” de ir comigo em 2011, estarei lá novamente.
E assim se encerra meu ano esportivo. Foi um ano muito bom na corrida. Baixei 6 minutos do meu melhor tempo de 10 km em competição. Muito bom mesmo. Agora vou tirar umas 2 ou 3 semanas de férias, pois meu corpo está precisando. Voltarei com tudo em 2011. Ano que vem promete!

Feliz ano novo pra todos vocês! E o brigado a todos que me acompanharam esse ano.

Rumo aos 39′. Abraços!!!

Chegada. Tenta me achar, rsrsrs.

Chegada. Tenta me achar, rsrsrs.

Prova Sargento Gonzaguinha

Fui muito mal na prova de 15 km Sargento Gonzaguinha. Estava muito calor, sol, poluição e ar seco. Muita gente desmaiando pelo caminho.
Até comecei bem. 21′ 20” no km 5 e 45′ 30” no km 10. Mas a partir do km 12 fui vencido pelo calor. Teminei em péssimos 1: 13′ 04”.
A última corrida do ano será a São Silvestre. Não vejo a hora de chegar, pois preciso de férias.

Quem quiser ver o vídeo da minha chegada basta acessar http://www.webrun.com.br/fotos/commerceft/videos/index/idVideo/24374/numFotografado/3755/idEvento/734/tb/4403/tl/4386/local/1/?mdireito=nao

Abraço!!!

O teste de sobrevivência

Nesse último sábado (27/12/2010), vivi um desafio que julgava ser suicídio: 2 provas no mesmo dia. Já havia sido impressionante quando consegui correr 2 provas em 2 dias na 4a Etapa do Campeonato santista de pedestrianismo. Mas dessa vez foi demais. Foi uma Corrida de 10 kilômetros de manhã e um Biathlon de tarde. E com dois agravantes: isso ocorreu em um sábado (ao invés de domingo); o que dá um dia a menos de treino e descanso na semana. Além disso, entre o fim de uma prova e o início da outra foram pouco mais de 2 horas. Um loucura que descrevo abaixo.

A Corrida – 12a edição da Corrida dos fortes
O dia começou com uma prova que eu já correra no ano passado. A Corrida dos Fortes é uma das mais tradicionais do Guarujá. A largada é dada na Estrada de Santa Cruz dos Navegantes (Poca Farinha) e a chegada é dentro do quartel do Forte dos Andradas. Um trajeto cheio de subidas e descidas além de um morro de 2 km no final do percurso. Uma prova duríssima. Mas não seria uma prova como a do ano passado. Estava chovendo muito e o percurso foi muito alterado.
Já comecei a estranhar no primeiro kilômetro. Apesar de ter largado na frente e ter me mantido na liderança por um bom tempo, passei com 4′ 30”. Isso nunca aconteceu antes. Mas estranho ainda foi ver que passei o km 2 com 8′ 25”. Ou seja, 3′ 55” no segundo km mesmo estando mais cansado. Comecei a desconfiar que as marcações estavam erradas. E estavam mesmo, pois todos os tempos foram pelo menos 5 minutos acima do normal. A começar pelo campeão. Didi, que costuma correr na casa dos 31′, venceu a prova com quase 35′.
Mas além disso, eu também estava visívelmente mal condicionado devido à falta de treinamento por causa da tendinite patelar que me incomodou durante todo o mês de novembro. Pessoas para quem eu não costumava perder estavam me passando com a maior facilidade. Terminei a prova com 48′ 13”. Ridículo!
Depois, na cerimônia da premiação, ainda fui com a maior cara de pau receber, no pódio, o troféu de 5o colocado na categoria. Pois é… apesar desse tempo horrível, foi o suficiente para garantir mais um pódio. Meu primeiro troféu nessa categoria.

 

O Biathlon – 6a etapa do Gatorade Biathlon Series
Almoçar?! É ruim, hein! Deu tempo não, rsrsrs!

Sai da cerimônia de premiação quase meio dia e fui correndo pra casa do meu pai para fazer um lanchinho rápido só para não desmaiar de fome.
Já cheguei na praia da Enseada (Guarujá) pra lá de 1:30 h e já atrasado para a retirada do Kit. É claro que eu troquei o aquecimento por alguns minutinhos de descanço.
Minha tática era simples: como minhas pernas estavam muito cansadas e quase desfalecendo, se eu quisesse ter alguma chance de pódio, teria que largar forte na natação, pois na corrida provavelmente não daria. Foi o que eu fiz. Sai da água entre os 10 primeiros colocados e, impressionantemente, cheio de fôlego para ganhar mais algumas posições na corrida. Mas logo no primeiro km meus quadríceps se lembraram que já tinham corrido há 2 horas atrás e me abandonaram. Fizeram greve. Conseguiram me parar a força. Cãimbra generalizada nas duas pernas. Eu não só não conseguia correr como também não conseguia andar. Não conseguia nem ficar em pé mais. Todos foram me passando e eu vendo meu pódio indo embora. Não pude fazer nada para evitar isso.
Não teve jeito. Tive que parar por ulguns minutos e fazer um alongamento para melhorar.
Isso ajudou muito. A dor diminuiu. Comecei a trotar, depois a correr leve, correr médio, e quando vi já estava correndo forte denovo. Eu parecia uma Ferrari correndo no meio de vários Fuscas. Era como nos dias em que o Felipe Massa (Fórmula 1) tem que trocar o motor e larga na última posição. Prova de recuperação e show garantido. Foi o que aconteceu. Passei mais de 20 pessoas. Foi legal, mas não o suficiente. É claro… eu era uma Ferrari no meio dos Fuscas, mas as outras Ferraris estavam correndo no mesmo ritmo que eu, só que lá na frente. Ou seja, fim de prova em 26′ 07”. Muito acima do que eu poderia ter feito. Nada de pódio.

 

Bom… no final o balanço foi bem positivo. Afinal, consegui sair vivo, rsrsrs. Fiquei a semana inteira com dores fortes nas pernas. Mas o ácido lático foi embora depois de uns dias.
Agora só tem mais duas provinhas esse ano: Sargento Gonzaguinha (SP – 15 km) e São Silvestre (SP – 15 km). Difícil tá sendo conseguir motivação para acordar às 5 da manhã para treinar, pois agora, além do meu corpo, meu cérebro também já está querendo entrar em ritmo de férias.

Até a próxima, pessoal! Um abraço!!!