Arquivos Mensais: agosto 2010

Tempo de treinar

Com o intervalo de algumas semanas sem competições, é hora de treinar pesado. Aumentei bem o meu volume de treinos. Passei de 55 km para 115 km nessa semana. Estou treinando em dois períodos como forma de preparação para a Meia Maratona de Praia Grande que ocorre no dia 12/09/2010.
O treino de hoje foi bem legal. Um longão de 25 km na avenida da praia de Santos/São Vicente. Sai do Ferry Boat, fui até o pé do Ilha Porchat, voltei até o Morro do Itararé, subi e desci ele e voltei até o Ferry Boat. Treinão!
O mais legal é que acabei descobrindo um lugar ótimo para treinar subidas. O Morro do Itararé é super íngrime. Tão íngrime que a descida se torna até perigosa. Mas eu tirei de letra. Principalmente os 3 km de subida. Muito íngrime mesmo! Mas consegui chegar bem até lá em cima. Já sei onde treinar para o Desafio da Mata Atlântica do ano que vem, pois o Morro do Itararé é muito mais íngrime. Além disso, a vista lá de cima é fantástica. Uma das mais lindas que já vi.

É isso aí, pessoal. O próximo desafio é a Meia Maratona A Tribuna Praia Grande. Rumo aos 39′.

Abraços!!!

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4a Etapa Campeonato Santista – Um milagre!!!

Chega ao fim um final de semana agitado e, acima de tudo arriscado. Digo isso pois eu teria que correr 2 provas de 10 km; uma no sábado (na USP) e outra no domingo, 

Milagre de Deus

 em Santos. Um verdadeiro teste de fogo para a minha panturrilha que já sofrera vários estiramentos e distenções.
Ao chegar da prova de sábado, estava totalmente estenuado e morto de sono, pois, pra variar, não dormira quase nada na noite anterior. Mas isso me dava uma certeza: dessa vez eu iria dormir muito bem. Eu estava com a cabeça e olhos doendo de tanto sono. Para ter mais certeza ainda da minha planejada noite pré Campeonato Santista, fiquei o dia inteiro resistindo ao sono para não dormir de tarde. Isso fez com que eu chegasse de noite com mais sono ainda. Ora… maravilha! Bastava deitar e dormir, certo? HAHAHA… até parece! Descobri que minha ansiedade vai muito mais além do que eu imaginava. Pois é… isso é inacreditável. Depois de uma noite inteira sem dormir quase nada, uma prova estafante e um dia inteiro me segurando para não dormir eu, mesmo assim, não consegui dormir nada durante a noite. Incrível! E, ao mesmo tempo, terrível! Um problema que está se tornando seríssimo.
Quando o relógio despertou eu pensei: “Não. Não vou correr hoje. Definitivamente eu não estou em condições.”. E na minha cabeça eu não estava mesmo. Estava fisicamente acabado. Minhas pernas doiam muito e eu simplesmente não conseguia ficar de olho aberto. Estava realmente sonolento e fraco. Também pudera, estava devendo não uma, mas duas noites de sono para o meu corpo. Mas aí eu pensei: “O que pode acontecer de errado? Na pior das hipóteses eu vou correr bem leve e fazer um tempo horrível. Grande coisa. Não será a primeira vez. Vou lá me divertir e rever os amigos.”. Sai de casa pensando simplesmente em terminar a prova, pois o simples fato de pisar no chão já era um risco muito grande da minha panturrilha estourar outra vez. Ainda mais agora que, além de ter corrido uma prova no dia anterior, o corpo não teve nenhum descanso. Correr era praticamente um suicídio.
Ao chegar no local da prova, fazia 13 graus. Muito frio. O risco de lesão se tornou maior ainda. Bastou dar uma trotadinha para aquecer e eu já senti a panturrilha doer. Então continuei trotando e o corpo foi esquentando um pouco. Mas decidi não arriscar nenhum tiro forte.
Ao começar a prova eu já estava com minha estratégia armada. Fora feita para correr apenas abaixo de 50′. Ridículo, mas era a única coisa que eu pensava ser possível para a situação. Decidi largar fraco para aquecer nos dois primeiro kilômetros e ver o que aconteceria depois. Então olhei para os ceus e disse: “Jesus, filho de Davi, tenha compaixão de mim, Senhor!”. Pedi para o único que poderia me ajudar naquele momento desesperador. Resultado: Um milagre!
A prova começou e eu sai num ritmo bem tranquilo. Corri apenas protegendo minha perna esquerda. Sem me cansar. Sem ficar ofegante. Parecia treino. Ao passar na placa de 1 km dei uma olhadinha no relógio. E, para meu completo espanto, 3′ 35”. Como?! Eu estava correndo em um ritmo bem controlado. O que estava acontecendo?! Era a minha melhor parcial em uma prova de 10 km. Quando passei no km 2 o relógio marcava 7′ 43”. Minha melhor parcial de 2 km. Foi quando eu percebi que eu já não precisava mais proteger minha perna esquerda. Passei a correr normalmente. Cada kilômetro que passava eu me sentia melhor. Era como se eu estivesse totalmente descansado. Como se eu tivera dormido a noite inteira. Já não estava mais com um pingo de sono. Foram as melhores parciais que já fiz em todos os kilômetros. Isso resultou em um tempo final líquido de 43′ 04”. 

As parciais (km/km) foram:
1 3′ 35”
2 7′ 43”
3 11′ 52”
4 16′ 08”
5 20′ 52”
6 24′ 47”
7 29′ 22”
8 33′ 48”
9 38′ 22”
10 43′ 04” 

Ao cruzar a linha de chegada eu estava com a sensação de que, se necessário, eu poderia correr mais uns 10 kilômetros no mesmo ritmo. Estava inteiro. Um verdadeiro milagre de Deus.
Entrei no carro realmente muito feliz. Liguei o rádio e estava passando o final de uma pregação. Mas liguei a tempo de ouvir o pregador dizendo: “Nunca mais reclame de sua situação, pois Deus sabe o que faz.” Então eu cai em pranto. Um choro que misturava alegria, alívio, desabafo e agradecimento a Deus. Percebi que é melhor correr sem dormir e abençoado por Deus do que dormir e correr sem a presença Dele. 

É isso aí, pessoal. O sonho dos 39′ está cada dia mais próximo. Deus está comigo. Não desistirei. Rumo aos 39′. 

Abraços e que Deus abençoe a todos!!!

Seletiva Nike 600 k 4any1

Hoje foi o primeiro dia da loucura desse final de semana. Digo isso porque, pela primeira vez, terei que correr 2 provas de 10 km; uma no sábado e outra no domingo.
A de sábado (hoje) foi a Seletiva Nike 600 k 4any1 e a de domingo será a quarta etapa do Campeonato Santista de Pedestrianismo. Então, aquilo que era pra ser mais uma tentativa de baixar os tempos virou mais uma prova de resistência.
Pra começar eu novamente tive a já tradicional insônia pré prova e não consegui dormir bem. Durmi no máximo umas 4 horas. Muito pouco para quem precisava correr muito bem hoje. Desde o início estranhei muito minha primeira vez correndo na USP. Devia estar fazendo menos de 10 graus. Muito frio. Além disso, é horrível correr sem a marcação da kilometragem. Não dá pra saber como se está indo.
Percebi que as condições não eram muito favoráveis e me poupei um pouco, já que terei outra corrida amanhã. Terminei em 45′ 20”. Muito ruim. Mas fui controlando bem o ritmo para chegar inteiro.
Bom… amanhã tem a prova de Santos. Já me considerarei um herói se fizer um tempo melhor que esse. Afinal, creio que meu corpo está sendo muito exigido nesse final de semana, rsrsrs!

Abraços!!!

5 km São Bernardo do Campo

Após treinos simplesmente fantásticos, onde eu estava fazendo 3′ 15” nos tiros de 1 km, eu estava pronto para fazer um grande resultado na prova dos 5 km de São Bernardo. Eu estava voando e achava realmente que fosse fazer uns 17′ ou 18′. Mas não foi isso que aconteceu.
Minha participação foi simplesmente desastrosa. Fiz 22′ 10” e cheguei morto! Sei lá o que aconteceu. Houve alguns problemas mas 4 minutos de diferença para o meu objetivo foi demais.
Os problemas foram o seguinte:
1 – Mais uma vez corri “virado” pois não consegui dormir devido à ansiedade;
2 – Ainda não consegui me acostumar a correr com o ar de São Paulo. É rarefeito. A impressão que dá é que o ar não está conseguindo entrar nos pulmões;
3 – O percurso era cheio de subidas;
4 – O pessoal que correu com GPS disse que o percurso tinha 5.200 metros.

De qualquer forma, nada disso serve como desculpa. Quero esquecer essa prova!